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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

SEGUIR OS SINAIS




Aprende a seguir os sinais. Se eu estou aqui o tempo todo, se me vês e sabes que nunca te abandono, se sabes que até o desafiar do vento tem a minha mão mágica, se já te entregaste a mim, entregaste a tua vida, se tens consciência de que está tudo entregue, é claro que cada acontecimento, cada surpresa, cada imponderável tem a mão mágica do céu.

É mais provável que seja eu a operar quando não estás à espera, quando ninguém conta, e acontece um acto cirurgicamente desprogramado e irreal - em vez de todos os planos e todas as combinações prévias.

Aprende a confiar no acaso. O acaso sou eu. O acaso tem a minha lógica, jamais terá a tua. Lê nos acasos a lógica do céu, e aprende a seguir, como a borboleta, a força inefável do vento. A natureza é sábia. Os animais só vão para onde têm de ir. As aves voam milhares de quilómetros, porque sabem as armadilhas do tempo, porque lêem nas entrelinhas do tempo.
As baleias percorrem o mundo, através de linhas energéticas e invisíveis desenhadas pela minha mão. Todo o mundo animal se move sob os meus desígnios.

Porque é que o homem, o ser humano, o único a deter um nível superior de entendimento, deseja tanto fazer a minha parte? Porque é que quer ser ele a desenhar caminhos para ele próprio? Porque é o único ser sobre a terra que se preocupa com o que é que os outros vão pensar. Porque é o único ser sobre a terra que sofre antecipadamente por causa de uma coisa que pode não dar certo. Porque é o único que tem medo de sofrer. Medo de morrer.

No dia em que o homem compreender que a morte, tal como tudo na vida, é apenas uma mudança de estado, que sofrer é apenas uma mudança de estado, e em última análise, que viver não é mais do que uma permanente mudança de estado, nesse dia, quando deixar de julgar as coisas pelo método simplista do «quero isto» ou «não quero isto», quando o homem descobrir a liberdade inerente ao vento e, simplesmente, se deixar ir, nesse dia, nós cá de cima teremos a missão cumprida.

A Alma Iluminada,
Alexandra Solnado


2 comentários:

Amaral disse...

Sim, é isso! Também penso assim.
Embora acredite que cada acto praticado confere ao homem a experiência que necessita para se tornar maior.
Por alguma razão estamos todos cruzando os mesmos caminhos... mas enriquecendo uns mais, outros menos.
O ser humano, como "o único a deter um nivel superior de entendimento", vivencia cada momento da sua vida, com vista a um propósito mais amplo, um propósito divino que escapa a esse entendimento.
A missão terá de ser "essa"! A de (para um fim divino) vivenciar fisicamente o que só este mundo terreno pode propiciar.
Talvez por isso, eu não precise de aprender a respirar para me manter vivo; eu não precise de aprender a moer os alimentos para me manter em forma; alimentar os pulmões e o coração, fazer crescer perfeitamente os dedos e os olhos e as pernas, etc., etc..
A Natureza encarrega-se disso tudo. Eu apenas tenho que VIVER. Experienciar, através do corpo e da mente, os sentimentos que possuo dentro de mim...
Portanto, não creio que o homem esteja a "fazer o que não lhe compete"... Tudo o que possa fazer terá, certamente, os seus efeitos. Servirá, com certeza, para "engrandecer" algo, em algum lugar do universo.

Cláudia disse...

p/Amaral-E eu gosto do teu viver, do teu sentir.Aqui quando é dito "o que não lhe compete", eu interpreto como a necessidade que o ego tem de querer controlar os acontecimentos.De se agarrar a tudo o que seja previsivel e confortável.
De não se entregar à vida, de não fluir com a vida.Um beijo meu querido...