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sábado, 30 de junho de 2012

LOVE VIBRATION


Canta comigo...

Raa- Sun
Maa- Moon
Daa- Earth 
Saa- Impersonal infinity
Saa Say- Totally of infinity
So- Personal sense of merger and identity
Hung- The infinite vibrating and real

A MENTIRA





A minha vida tem sido uma perfeita confusão.
Uma perfeita mentira...
Quarenta anos, a correr, sem saber para onde, sem saber porquê.
Mudei de países, de empregos, de amantes, de casas, de cortes de cabelo, de maneiras de vestir, de amigos.
Mudei tudo, e mudei sempre drásticamente, sem aviso prévio.
Porque já não aguentava o desespero, de nunca encontrar nada, nem ninguém que me satisfizesse, que me devolvesse, o meu sentido de valor, que me desse o amor, que eu tanto almejava.
Sem nunca perceber, que ainda que quisessem, não podiam, ninguém pode.
Mas eu não sabia, não me lembrava, não queria acreditar nisso.
Isso, iria implicar que eu me encontrasse face a face com a verdade.
Mas será que eu estava disposta a ouvir a verdade, que eu tanto buscava?
Como é que eu poderia entender que aquilo que eu via era distorcido?
Uma ilusão?
Como admitir que era eu, afinal a causadora de toda a dor que me infligia?
Isso, implicaria eu ter de me encontrar face a face, com a verdade.
E a verdade, é que eu nunca me amei, e nem nunca amei ninguém.
De verdade.
E nem podia. Eu não sabia que eu... era o amor que procurava.
Enquanto continuasse a pedir aos outros, à vida e a Deus, que fizesse o meu trabalho.
E Deus, que me conhece, que sabe como eu gosto de fugir, e como sou resistente à verdade, fez com que tudo na minha vida, ruisse.
Mais cedo ou mais tarde...
E sempre, graças a mim mesma.
E eu, sempre culpando tudo e todos, pelos meus fracassos.
E quanto mais eu resistia, pior as coisas se tornavam.
Mas eu nasci guerreira, e fiz do palco da vida um campo de batalha.
Perdida...
A cada tempestade, eu içava a âncora, e partia à conquista de novos horizontes.
Apenas para perceber, ao fim de algum tempo, que as tempestades, estavam dentro de mim.
E que fosse eu para onde fosse, elas iam comigo, e eu, com elas...
Quanto mais o tempo passava, mais as batalhas eram sangrentas, mais inimigos eu ia encontrando, e mais eu me ia afogando em mentiras.
Sem perceber que os inimigos que ia encontrando eram afinal aliados.
Almas corajosas, que assumiam o papel de me provocar derrocadas.
Que arriscavam enfrentar a minha raiva, o meu julgamento, a minha intolerância, o meu desdém.
Que me abandonavam, para que eu percebesse, como me abandonava.
Que me mentiam para que eu percebesse como mentia a mim mesma.
Que me faltavam ao respeito para que eu aprendesse a respeitar-me.
Espelhos fidedignos de tudo o que eu fazia a mim mesma.
Para que eu me visse...Que olhasse para mim.
E eu lamentando a minha sorte, achando que tudo me era devido.
Sentindo-me maltratada e injustiçada pela vida...
Que sabiam que também se iam ferir, porque eu era implacavél.
Com elas, e claro, comigo.
Todas as batalhas me puseram frente a frente, com tudo o que eu mais negava.
A minha vulnerabilidade, a minha sensibilidade, a minha imperfeição.
A minha força, que eu negava uma e outra vez.
E a cada batalha, eu ia usando máscaras cada vez mais sofisticadas.
E quanto mais máscaras eu usava, mais me esquecia da minha verdadeira face.
E após cada batalha perdida, que eu não desejava, mas que a minha alma exigia,
Eu era obrigada a mergulhar mais fundo, cada vez mais fundo...
E quanto mais fundo o mergulho, mais vinha à superfície, o medo.
O medo de ver que a verdade, é que eu nutria por mim um ódio profundo.
Um ódio por nunca ter sido o que os outros esperavam de mim.
De nunca ter correspondido às expectativas dos outros.
Da família, da sociedade, dos amigos, dos patrões.
De nunca ter sido nada, do que este mundo esperava de mim.
De sempre desiludir os outros, o fora de mim.
Como poderia eu continuar a viver comigo, sem gostar de mim?
E essa ida ao fundo de mim, essa constatação de que nunca estarei à altura de agradar quem quer que seja, levou-me a um outro caminho.
A um caminho onde retiro os outros do palco, e resolvo escrever um novo guião.
Um caminho, que não tem volta, livre do peso do passado.
Um caminho completamente desconhecido, ao sabor do vento.
 não me lamento pelos sonhos desfeitos, nem quero regressar a lugares onde já estive.
A cada dia que passa, faço os lutos que ficaram por fazer.
Se dói, deixo doer...
 não quero saber tudo, já não me incomodam tanto as incertezas.
E a pouco e pouco, vou olhando para o meu reflexo no espelho e consigo amar o que vejo.
Reconheço os olhos de uma alma muito antiga...
Guerreira da luz, amada por todo o Universo.
Sei que este planeta reconhece os meus passos...
Sei que a minha presença aqui é louvada por cada pássaro, cada flor, cada árvore, e todas as estrelas do céu.
Sinto na natureza, o pulsar da minha imortalidade divina, e sei que tenho Deus dentro de mim.
Sei que trago dentro de mim apenas uma parte,a parte exacta que as limitações do meu corpo agora humano, pode conter.
E essa parte veio cumprir uma missão e está preparada para ela.
Uma missão de Paz, de Amor e de Compaixão.
Por onde começo?
Por mim...
Começo por amar a parte de mim que é humana, e imperfeita, iluminando-a com a divindade que eu sou.
Aceito-a, amo a minha dualidade.
Acendo dentro de mim a pequena luz que trouxe do céu.
E quando tudo estiver iluminado,dentro de mim, espalharei a luz mais bonita que o mundo alguma vez viu!
E sonho algum que alguma vez eu possa ter tido na minha pequena mente, poderá  competir com o propósito da minha  Alma.
E hoje percebo que valeu a pena não me ter tornado nada do que o mundo esperava de mim.
Como poderia o amor que eu sou conhecer-se, sem entrar em contacto com o seu oposto?
Como poderia a compaixão existir, se não conhecesse precipícios? 
Que utilidade teria a paz, se nunca tivesse encontrado conflitos?
Como poderia eu fazer brilhar a minha luz, se não tivesse entrado no escuro?
Acredito que faço parte de uma raça chamada humanidade, que é divina.
Acredito que existe vida em tudo o que existe no universo, mas que a raça humana e apenas ela, tem livre-arbítrio.
Uma enorme responsabilidade, que demonstra um profundo respeito por quem somos e aquilo que representamos.
Nenhum ser-humano tem papéis secundários, a não ser que assim o escolha.
Acredito que esta nas nossas mãos mudarmos o mundo e salvarmos este planeta.
Temos o dever de acender a nossa luz.
A nossa missão, é a de trazer amor do céu, a um planeta carente de amor, que nos tem amado nutrido e sustentado há séculos.
Todo o povo do céu conta connosco para esta tarefa, e estão todos aqui para nos ajudar.
Não posso ainda dizer que me amo na totalidade, no entanto hoje sei que a totalidade me ama.
 não me sinto só, quando estou só, porque a cada dia que passa estou mais cheia de mim.
Agora eu sei, que tive de viver vidas de mentira, por forma a chegar enfim, à minha verdade...
Consigo agradecer pelo caminho percorrido, com a certeza de que deixarei este mundo melhor do que quando cá cheguei.E que foi para isso que eu vim...




Claudia