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quarta-feira, 24 de março de 2010

UNIÃO SAGRADA


Quando uma alma começa a se re-conectar com as suas origens divinas, um mundo inteiramente novo se abre diante delas. Muitas “necessidades” que eram sentidas ao nível do ego da personalidade, começam a desaparecer, uma vez que a alma compreende a sua conexão divina com a fonte de todo o amor. Enquanto a alma começa a relaxar em sua identidade espiritual, portais começam a se abrir, tanto emocionalmente, quanto aos níveis espirituais. Um fluxo divino começa e tece os filamentos do amor e da luz de Deus em todos os aspectos da vida diária. Os relacionamentos assumem um novo brilho e plenitude, e há menos apego ao ego, o que promove a troca aberta de maiores níveis de luz espiritual.

Enquanto mais almas começam a se re-conectar com as suas origens divinas, as possibilidades para os relacionamentos se multiplicam exponencialmente. O amor se torna a força condutora, o que rompe todas as barreiras do medo, a partir do nível do ego do ser, e assume uma vida própria. Pode-se dizer que, em uma parceria divina, dois se tornam Um em Deus. Em tal parceria divina, duas almas se unem, entregando-se à vontade de Deus, o que dirige o relacionamento.

Uma união sagrada ocorre quando duas almas são guiadas através do seu amor, uma pela outra, unem os seus corações, mentes, corpos e vidas diárias, em uma nova entidade que é maior do que qualquer indivíduo sozinho. Um laço de união sagrada cria uma sinergia e uma bênção que irradia para o mundo, e que pode ser vista e sentida de forma tangível, como a presença da luz e do amor.

A união sagrada existe em todas as culturas e religiões, pois não são as crenças ou os costumes relacionados ao casamento que criam a sua santidade, mas sim, a intenção sagrada dos participantes. No mundo de hoje que vê tanto a dissolução de muitos casamentos, como também muita dor e confusão sobre a natureza dos relacionamentos íntimos, há pouca orientação ou informação disponível para ajudar aqueles que desejem entrar em tal parceria.

A união sagrada requer um compromisso contínuo de cada participante, de se amarem plenamente a cada dia, e liberarem os apegos ao ego e a negatividade que obscurecem a comunicação e criam a desarmonia dentro do relacionamento. Este tipo de compromisso é, na essência, espiritual, o que traz a alma ao alinhamento com o amor de Deus e com o propósito divino para esta alma. A união sagrada é uma bênção e uma dádiva, o que modela o caminho para o lar, a um espaço e tempo em que toda a humanidade vive em relacionamentos sagrados entre si e com toda a vida.

(Mensagem de Mashubi Rochell, uma conselheira espiritual e fundadora do WorldBlessings.net, um espaço de reunião espiritual on line para pessoas de todas as crenças.)



segunda-feira, 8 de março de 2010

IMAGINA UMA MULHER...


Imagina uma mulher que acredita que é certo e bom ter nascido mulher.
Uma mulher que honra a sua experiência e conta as suas histórias.
Que se recusa a carregar os pecados dos outros no seu corpo e vida.

Imagina uma mulher que confia nela própria e se respeita.
Uma mulher que escuta as suas necessidades e desejos.
Que vai ao seu encontro com ternura e graça.

Imagina uma mulher que reconhece a influência do passado no presente.
Uma mulher que caminhou através do seu passado.
Que se curou ao entrar no presente.

Imagina uma mulher autora da sua própria vida.
Uma mulher que age, toma iniciativa e se move pelos seus próprios meios.
Que se recusa a render, senão ao seu verdadeiro ser e à sua voz mais sábia.

Imagina uma mulher que nomeia os seus próprios deuses.
Uma mulher que imagina o divino à sua imagem e semelhança.
Que desenha uma espiritualidade pessoal para reger a sua vida diária.

Imagina uma mulher apaixonada pelo seu próprio corpo.
Uma mulher que acredita que o seu corpo lhe basta, assim como está.
Que celebra os seus ritmos e ciclos como um recurso admirável.

Imagina uma mulher que honra o corpo da Deusa no seu corpo em mudança.
Uma mulher que celebra a acumulação dos seus anos e da sua sabedoria.
Que se recusa a usar a sua energia vital a disfarçar as mudanças no seu corpo e na sua vida.

Imagina uma mulher que valoriza as mulheres na sua vida.
Uma mulher que se senta em círculos de mulheres.
E que é recordada da verdade sobre si própria quando dela se esquece.

Imagina-te a ti como esta Mulher...


(“Imagine a Woman” © Patricia Lynn Reilly, 1995
)