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terça-feira, 2 de outubro de 2012
2 comentários:
- Amaral disse...
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O casal perfeito existe mesmo?...
Correr atrás dum sonho pode ajudar... acordar ao som da realidade e revirar situações, acontecimentos ou projectos pode ajudar também...
O casal perfeito é o desejo maior e mais ansiado.
Depois há os compromissos, o acumular de desejos reprimidos, incompreendidos, repisados...
O guerreiro e a guerreira não desistem de cruzar o deus de cada um.
Eles sabem que quando um deus olha e reconhece o outro deus... o amor manifesta-se em plenitude e a perfeição surge no sopro dum anjo que se revela e comunica...
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quarta-feira, 03 outubro, 2012
- Cláudia disse...
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p/Amaral- Casal perfeito num planeta onde a imperfeição é rainha, é realmente assunto para grandes almas guerreiras.A mim, o que mais me custa é realmente conviver com a minha imperfeição, assim como do outro, mas isso nunca será motivo para desistir da grande aventura que é o amor, apesar de todos os seus desencantos, rotinas e incompreensões.Não existe casal perfeito, o que existe é a perfeição de Deus dentro do anjo invisível, mas altamente sensitivo, que somos, e é quando encontramos aceitação no silêncio do gesto que cura, e na palavra que nos devolve quem somos, que os encontros se tornam eternos.Os reconhecimentos esses, são as chaves que abrem todas as portas.Que a coragem esteja sempre connosco, e que a espada do amor nunca deixe de nos guiar em direcção à união que nos cabe.Grande beijinho para ti!
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quinta-feira, 04 outubro, 2012
Aí me pedem para escrever sobre o casal perfeito: bom para quem gosta de desafios.
O casal perfeito seria o que sabe aceitar a solidão inevitável do ser humano, sem se sentir isolado do parceiro - ou sem se isolar dele?!
O casal perfeito seria o que entende, aceita, mas não se conforma com o desgaste de qualquer convívio e qualquer união?!
Não cair nos braços do outro como quem cai numa armadilha do ¨enfim nunca mais só!¨, porque aí é que a coisa começa a ferver.
Passada a fase da paixão (desculpem, mas ela passa, o que não significa tédio nem falta de tesão), a gente começa a amar de outro jeito.
Ou a amar melhor; ou aí é que a gente começa a amar.
A querer bem, a apreciar, a respeitar, a valorizar, a mimar, a sentir falta, a conceder espaço, a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente.
A conta a pagar, a empregada que não veio, alguém na família doente ou complicado/a, a mãe ou o pai deprimido, ou simplesmente o emprego sem graça e o patrão de mau humor.
E a gente explode e quer matar e morrer quando cai aquela última gota - pode ser uma trivialíssima gota - e nos damos conta: nada mais é como era no começo.
Nada foi como eu esperava.
Não sei se quero continuar assim, mas também não sei o que fazer.
Na verdade devia-se reconstruir todos os dias.
Usar da criatividade numa relação.
O problema é que quando se fala em criatividade em uma relação, a maioria pensa logo em inovação no sexo, mas transar é o resultado, não o meio.
Mas primeiro teríamos que nos escolher a nós mesmos diariamente.
Ao menos, de vez em quando sentar na cama ao acordar, pensar: - como anda a minha vida?
Quero continuar vivendo assim?
Se não quero, o que posso fazer para melhorar?
Quase sempre há coisas a melhorar e quase sempre podem ser melhoradas.
Ainda que seja algo bem simples, ainda que se algo mais complicado como realizar o velho sonho de estudar, de abrir uma loja, de fazer uma viagem, de mudar de profissão.
Velhos casais solitários ou jovens casais solitários dentro de um casarão terrivelmente tristes e terrivelmente comuns.
É difícil? É difícil.
É duro? É duro.
Cada dia levantar e escovar os dentes já é um ato heróico, dizia Hélio Pellegrino.