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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

POEMA SEM NOME...


Não me interessa o que fazes para viver,
Mas quero saber das tuas mágoas...
e se ousas sonhar em ir ao encontro
das necessidades do teu coração...

Não me interessa a tua idade,
Mas quero saber se te arriscas a parecer louco por amor,
Pelos teus sonhos, pela aventura de estar vivo!

Não me interessa saber que planetas tens em quadratura com a lua!

Quero saber se já tocaste no centro da tua própria dor,
se te abriste com as traições de vida ou
se definhaste e te enclausuraste,
com medo de futuras dores...

Quero saber se consegues aquietar-te na dor,
a minha ou a tua própria,
sem a tentares esconder,
diminuir ou prender...

Quero saber se podes lidar com a alegria, minha ou tua,
se te permites dançar loucamente
e deixar o êxtase preencher-te,
até á ponta do dedo grande do pé,
sem que nos lembres para termos cuidado,
sermos realistas, ou nos chamares a atenção
para as limitações do ser humano...

Não me interessa se a história que me contas é verdade;

Eu quero é saber se admites desapontar o outro,
para seres verdadeiro contigo mesmo.
E se aguentas a acusação de traição
sem traíres a tua própria alma.

Quero saber se sabes ser fiel e portanto digno de confiança,
E se és capaz de ver o belo mesmo que o dia não esteja bonito...

Quero saber se ancoras a tua vida na Fonte da Presença de Deus.

Se consegues viver com um fracasso, meu ou teu,
E parar na beira de um lago
e gritar á Lua Cheia prateada, no céu Sim "!

Não me interessa saber onde vives ou quanto dinheiro tens,
Só me interessa saber se a seguir a uma noite de dor
e desespero te levantas cansado até aos ossos,
e fazes o que tem de ser feito
pelas, crianças...

Não me interessa quem és, nem como chegaste até aqui...
Quero saber se aguentas ficar comigo
no centro da fogueira sem fugires...

Não me interessa onde, o quê ou com quem estudaste.
Eu quero saber o que é que te sustenta do interior
quando tudo o resto se desintegra.

Eu quero saber se és capaz de ficar só contigo próprio,
e se gostas verdadeiramente da companhia
que fazes a ti mesmo, nos momentos de solidão.


Oriah Mountain Dreamer

2 comentários:

Neto. disse...

Uau! Palavras não descreve a sensação de ler este poema.

Cláudia disse...

p/Neto- Eu também achei divinal este poema, que é sem nome, porque pertence a toda a alma humana.Gosto de toques profundos,e este poema é isso e muito mais...