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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A VIDA DEPOIS DA MORTE


Nem todas as pessoas levam uma vida de igual felicidade no mundo celeste, pois a felicidade que ali se experimenta, depende da nossa capacidade de sermos felizes. Ninguém é mais feliz do que pode.
Antes de tudo, encontra-se no mundo celeste a satisfação perfeita de todos os amores e afectos que sentimos na terra. Jamais deixarão de realizar-se, nos mundos celestes, os amores que a morte ceifou e os afectos que não chegaram a florescer. O amor na terra é um fracasso, mas no céu é um triunfo.
Com frequência nos fazem as seguintes perguntas: — Reconhecer-nos-e-mos no céu? Encontraremos ali os seres queridos? Poderá, porventura, existir o céu, se não encontrarmos nele os que amamos, ou se algum dos seres queridos não puder entrar ali? O céu do amor deve completar-se.
Tal é o que temos descoberto. Nunca perderemos os seres amados. Pensai nisto. Não ameis apenas os corpos, mas também os espíritos imortais dos que adorais. A mãe quer a seu filho; porém ele vai mudando. O corpo do filho, quando menino, difere muito daquele que possui quando homem, porém sempre será o filho dessa mãe que ama não o corpo, mas, a Alma que está no filho, embora queira também seu corpo, porque é o de seu filho.
No mundo celeste seu filho estará sempre junto dela.
O mesmo sucede com todos os laços de amor que possam parecer rompidos na terra.
Tendes algum amigo que se inimizou convosco por não compreender-vos? Tendes um amigo que vos esqueceu ou correspondeu ao vosso afecto com frieza, e à vossa ajuda com ingratidão? Não vos preocupeis.
Continuai estimando-o, embora mesmo vos odeie. Amai-o incessantemente, apesar de vos haver esquecido. Porque, no mundo celeste, voltareis a ter a sua amizade. Não rompais o laço de amor que a ele vos une, e que vos atrairá no mundo celeste.
O que sabemos da vida de além-túmulo, não é quimera de gente ociosa, nem divertido e inútil produto de nossa imaginação.
Aqui, na face da Terra preparamos o que se há de utilizar e gozar nos outros mundos. Quando compreendermos isto, ou começarmos a compreendê-lo, mudaremos a orientação de nossas vidas e nos prepararemos para a longa existência celeste, pois a vida terrena é como a descida de uma gaivota para o mar, no qual pousa breves momentos tão somente para apresar o alimento de que necessita.
Nós também, filhos do céu e não da terra, descemos da vida celeste à terrena, para levarmos à nossa morada superior as experiências necessárias. A vida na terra serve para dar-nos as experiências necessárias, que transformaremos em carácter e poder no céu; serve, portanto, para reunir as sementes que hão de amadurecer ali; serve para fazer possível aqui, o esplendor e a glória da vida celeste. E quando se sabe isto, não se deixa que transcorram os dias sem preparar sementes para a grande colheita que há de amadurecer no céu.
(Annie Besant)

3 comentários:

Amaral disse...

"Quando reconhecemos a unidade de todas as coisas vivas, nesse momento surge a pergunta - como podemos manter a nossa vida com o menor dano possível às vidas ao nosso redor; como podemos prevenir que a nossa própria vida adicione sofrimento ao mundo em que vivemos?"
Olha, esta frase foi retirada de um discurso dado em Manchester (Reino Unido), por Annie Besant, em 1897.
Amiga, os (brilhantes) autores que tu "conheces"!!!

Ana Paula disse...

Bom dia Cláudia, venho retribuir o carinho expressado ante um grito meu, um desespero enfim...
Obrigado, pelas palavras de confiança.
Realmente, temos muito a semear nesta esfera, neste plano...e é engraçado, como todos os utensílios necessários para essa lavoura nos são oferecidos por "estranhos" que nos ajudam anonimamente. Este teu cantinho...vai-me ajudar com certeza a redescobrir maravilhas que creio fui esquecendo. Beijo de carinho.

Cláudia disse...

P/Amaral-Annie Besant, está certa.Todos temos a responsabilidade, de não adicionar sofrimento ao mundo onde vivemos. Foi uma escolha virmos aqui, um contrato da nossa alma, no sentido de evoluir, de trazer luz, que é a nossa natureza.Que bom poder falar com quem conhece estes seres brilhantes.As frases que ela disse, e que tu transcreves, davam só por si um novo post.Publica! Vais ver que os teus leitores vão gostar.Eu adorei...Obrigada...

p/Ana Paula-Senti um enorme carinho ao ler o teu grito, e por isso não podia virar a página sem te deixar um abraço.Espero que neste cantinho encontres algum alento, e principalmente que te recordes que todas as maravilhas que vês fora, em nada se comparam às maravilhas que abrigas dentro... Um abraço bem apertado no teu coração!