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quarta-feira, 18 de abril de 2007

SOLIDÃO E ISOLAMENTO


Não podemos cultivar a solidão que faz desabrochar o amor-próprio, nem amar os outros sem egoísmo, enquanto não aceitarmos que estar só, é uma das fases da vida. O que torna possível a carícia leve da mão do amor, sem a tornar numa garra, é saber que estar só faz parte do território . É um peso doce. Por vezes, estar só parece-nos uma prova de fracasso pessoal ( se eu fosse melhor a amar, se eu fosse mais extrovertido, não me sentiria tão só...). Mas, se aprofundarmos, veremos que estar só é o preço da autoconsciência e da criatividade. Tenho de voltar uma e outra vez ao meu santuário para poder escutar as pequenas vozes íntimas, tão tímidas que se calam na presença de outra pessoa, dos desejos e inspirações sagrados e profanos que se movem sob a superfície da minha personagem.


Só nessa altura o rosto da solidão muda e reconheço nela a companheira do amor...
( Amar e ser amado- Sam Keen )

2 comentários:

Amaral disse...

Sam Keen passou por essa experiência e deve tê-la vivido intensamente...
Estar só é uma necessidade íntima que nos faz reencontrar, mas a solidão permanente pode ser prejudicial, levando-nos a não apreendermos completamente as dádivas da vida. Porque a partilha tem o condão de sermos UM com outra ou mais pessoas.
Partilhar a beleza do dia-a-dia, nas suas várias vertentes, ajuda-nos a crescer e a compreender a Vida nas suas variadas experiências...

Cláudia disse...

Concordo contigo amaral, e por isso ele diz que é apenas uma das fases da vida. A plenitude que alcançamos ao sentirmos a unicidade com o outro, é simplesmente maravilhoso. Obrigada por teres passado por cá, foi uma optima surpresa, e as tuas opiniões são importantes e cheias de sabedoria.