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(Recebido por e.mail-desconheço o autor)
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Um dia destes eu vou voar...
Alto,tão alto,que não vai mais ser possível voltar.
Ao que era,ao que fui.
E vou finalmente passar a ser exclusivamente quem sou.
Sem apêgos, sem amarras, sem arrependimentos.
Uma vida nova, verde e fresca,inocente...
Vou virar definitivamente as costas ao medo, e vou apenas acreditar.
Nas pessoas,na vida, no amor.
Em tudo o que me faz bem e me eleva.
Um dia destes,vou renascer.
Voltar a zeros, sem expectativas, sem exigências,nem lamurias.
Vou enfiar todas as crenças no fundo de um poço, e vou enche-lo de sementes para que novos pensamentos invadam a mente dos homens.
Um dia vou encontrar-me com a felicidade sem medo que seja passageira.
Vou estar face a face como amor,e não mais me farei de forte.
Usarei essa força que me anima, para lhe escancarar a porta do meu coração fechado a sete chaves, há já tempo demais.
Um dia vou acreditar que existe uma vida para ser vivida como eu sempre sonhei.
Uma vida que respeita e acarinha os seus animais.
O seu planeta, os seus companheiros de estrada.
Uma vida onde não me perguntam o que faço, e sim como me sinto.
Em que não me perguntam de cada vez que me ligam onde estou,e sim como estou.
Quanto ganho, que estudos tenho, se tenho carta, se tenho net, tv cabo, e marido.
E sim, que me perguntem quem sou, o que me move, o que me emociona...Olhos nos olhos...
Um dia vou voltar a andar descalça sempre que me apetecer,sentar-me no chão,soltar os cabelos e rir até não poder mais.
Vou acordar a cada manhã, na certeza de que vou ter um dia maravilhoso pela frente e vou aproveitar cada segundo como se fosse o último.
Enquanto aguardo pelo comando do tempo,vou deitando fora todas as dores, permitindo que o rio das lágrimas que viviam aprisionados dentro do meu peito saiam sempre que lhes apetecer.
Sem procurar um motivo, sem esperar o local apropriado.
Dando-lhes enfim, total liberdade para se exprimirem,mesmo que não as entenda, que desconheça a sua origem.
E doi muito.
E eu finalmente deixo doer.
Aceito essa dor, transformo-me nela . Olho-a frente a frente, e deixo que ela tome conta de tudo.Entrego-me, aceito-a.
Sei que ela vai passar e por isso já não lhe imponho prazos, já não lhe rogo pragas, já não me lamento,e nem me faço de vítima.
Renuncio a anti-depressivos, idas ao shopping, whiskys, ou drogas.
Renuncio a gargalhadas falsas, palavras ocas, maquilhagens, decotes,ou saltos altos.
Renuncio a tudo o que brilhe,e penetro fundo dentro de mim.
Onde está escuro, onde nunca ousei mergulhar.
Mergulho nua, despida de tudo o que me possa definir exteriormente.
Vou sozinha.
Como companheira invisível levo apenas comigo uma certeza.
A Fé...
Cláudia

Não me interessa o que fazes para viver,
Mas quero saber das tuas mágoas...
e se ousas sonhar em ir ao encontro
das necessidades do teu coração...
Não me interessa a tua idade,
Mas quero saber se te arriscas a parecer louco por amor,
Pelos teus sonhos, pela aventura de estar vivo!
Não me interessa saber que planetas tens em quadratura com a lua!
Quero saber se já tocaste no centro da tua própria dor,
se te abriste com as traições de vida ou
se definhaste e te enclausuraste,
com medo de futuras dores...
Quero saber se consegues aquietar-te na dor,
a minha ou a tua própria,
sem a tentares esconder,
diminuir ou prender...
Quero saber se podes lidar com a alegria, minha ou tua,
se te permites dançar loucamente
e deixar o êxtase preencher-te,
até á ponta do dedo grande do pé,
sem que nos lembres para termos cuidado,
sermos realistas, ou nos chamares a atenção
para as limitações do ser humano...
Não me interessa se a história que me contas é verdade;
Eu quero é saber se admites desapontar o outro,
para seres verdadeiro contigo mesmo.
E se aguentas a acusação de traição
sem traíres a tua própria alma.
Quero saber se sabes ser fiel e portanto digno de confiança,
E se és capaz de ver o belo mesmo que o dia não esteja bonito...
Quero saber se ancoras a tua vida na Fonte da Presença de Deus.
Se consegues viver com um fracasso, meu ou teu,
E parar na beira de um lago
e gritar á Lua Cheia prateada, no céu Sim "!
Não me interessa saber onde vives ou quanto dinheiro tens,
Só me interessa saber se a seguir a uma noite de dor
e desespero te levantas cansado até aos ossos,
e fazes o que tem de ser feito
pelas, crianças...
Não me interessa quem és, nem como chegaste até aqui...
Quero saber se aguentas ficar comigo
no centro da fogueira sem fugires...
Não me interessa onde, o quê ou com quem estudaste.
Eu quero saber o que é que te sustenta do interior
quando tudo o resto se desintegra.
Eu quero saber se és capaz de ficar só contigo próprio,
e se gostas verdadeiramente da companhia
que fazes a ti mesmo, nos momentos de solidão.
Oriah Mountain Dreamer

Feliz ano novo e boas-vindas a uma nova década, neste novo milénio.
O mundo mudou e certamente o ano de 2000, que comemoramos como o início de um novo milénio, parece ter sido há muito tempo…
Para nós, os trabalhadores da Luz, curadores, professores e trabalhadores da energia, esta tem sido o mais longo e mais desafiador período das nossas vidas, e embora pareça que já passámos demasiado, o que fizemos foi o trabalho de preparação que era necessário para as próximas fases do ciclo de ascensão que vem aí.
E aqui estamos nós.
O Arcanjo Uriel chama a 2010 o "ano dos milagres e bênçãos" e ficou claro que o final de 2009 fechou um ciclo de cura que leva a um ciclo de transformação e crescimento. É por isso que boa parte de 2009 teve a ver com o concluir do ciclo, o soltar, o liberar, a entrega e a aceitação.
Então, o é que vamos fazer a seguir?
Somos co-criadores, e é aí que começamos a nossa exploração do que isso possa significar e a testar os limites dos nossos poderes (que, como veremos, são ilimitados).
Estamos MESMO prontos para este novo ano?
Encerrámos 2009 e estamos preparados para o ano de "milagres e bênçãos", em 2010?
Vamos ver o que podemos criar para nós mesmos e para o mundo.
O Universo é nosso parceiro na manifestação e somos co-criadores dessa energia.
Damos forma à energia na terceira dimensão para que ele possa tornar-se naquilo que desejamos!
Este é o nosso presente para o Universo e permite o fluxo perfeito do espírito para o mundo material.
É um processo de dar e receber.
O Universo dá-nos em abundância infinita quando nos reconhecemos como dignos de bênçãos, abundância, amor e todas as coisas que queremos criar nas nossas vidas.
Podemos ter tudo, quando estamos dispostos a receber de mente e coração abertos, ajustando a nossa intenção para o que queremos e permitimos que os milagres aconteçam. Podem acontecer porque os merecemos.
Mostramos ao universo que estamos dispostos a ser co-criadores, quando estamos dispostos a receber.
Conforme iniciamos este ano “novinho em folha”, é fundamental estar aberto e receptivo à abundância infinita que é nosso direito de nascença como centelhas divinas da Luz e do Amor de Deus que Somos!
Saudar cada novo dia como um novo começo, uma oportunidade de expressar o nosso poder de co-criativo.
Acompanhar cada pedido com a vontade de receber "aquilo que queremos ou algo melhor."
Desejo-vos a bênção da realização dos desejos do seu coração a cada dia deste ano.
Feliz Ano novo!!!
(traduzido e adaptado de www.Urielheals.com )

Era uma vez, em tempo nenhum, uma
Pequena Alma que disse a Deus:
— Eu sei quem sou!
E Deus disse:
— Que bom! Quem és tu?
E a Pequena Alma gritou:
— Eu sou Luz
E Deus sorriu.
— É isso mesmo! — exclamou Deus. — Tu
és Luz!
A Pequena Alma ficou muito contente,
porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir.
— Uauu, isto é mesmo bom! — disse a
Pequena Alma.
Mas, passado pouco tempo, saber quem
era já não lhe chegava. A pequena Alma
sentia-se agitada por dentro, e agora queria
ser quem era. Então foi ter com Deus (o que
não é má ideia para qualquer alma que queira
ser Quem Realmente É) e disse:
— Olá Deus! Agora que sei Quem Sou,
posso sê-lo? E Deus disse:
— Quer dizer que queres ser Quem já És?
— Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e
outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como
é ser a Luz! — respondeu a pequena Alma.
— Mas tu já és Luz — repetiu Deus,
sorrindo outra vez.
— Sim, mas quero senti-lo! — gritou a
Pequena Alma.
— Bem, acho que já era de esperar. Tu
sempre foste aventureira — disse Deus com
uma risada. Depois a sua expressão mudou.
— Há só uma coisa...
O quê? — perguntou a Pequena Alma.
— Bem, não há nada para além da Luz.
Porque eu não criei nada para além daquilo
que tu és; por isso, não vai ser fácil
experimentares-te como Quem És, porque não
há nada que tu não sejas.
— Hã? — disse a Pequena Alma, que já
estava um pouco confusa.
— Pensa assim: tu és como uma vela ao
Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões,
ziliões de outras velas que constituem o Sol. E
o Sol não seria o Sol sem vocês. “Não seria um
sol sem uma das suas velas... e isso não seria
de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no
entanto, como podes conhecer-te como a Luz
quando estás no meio da Luz — eis a
questão”.
— Bem, tu és Deus. Pensa em alguma
coisa! — disse a Pequena Alma mais
animada.
Deus sorriu novamente.
— Já pensei. Já que não podes ver-te como
a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te
de escuridão — disse Deus.
— O que é a escuridão? perguntou a
Pequena Alma.
— É aquilo que tu não és — replicou Deus.
— Eu vou ter medo do escuro? —
choramingou a Pequena Alma.
— Só se o escolheres. Na verdade não há
nada de que devas ter medo, a não ser que
assim o decidas. Porque estamos a inventar
tudo. Estamos a fingir.
— Ah! — disse a Pequena Alma, sentindo-
se logo melhor. Depois Deus explicou que, para se
experimentar o que quer que seja, tem de
aparecer exactamente o oposto.
— É uma grande dádiva, porque sem ela
não poderíamos saber como nada é — disse
Deus — Não poderíamos conhecer o Quente
sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem
o Lento. Não poderíamos conhecer a
Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o
Agora sem o Depois. E por isso, — continuou
Deus — quando estiveres rodeada de
escuridão, não levantes o punho nem a voz
para amaldiçoar a escuridão.
“Sê antes uma Luz na escuridão, e não
fiques furiosa com ela. Então saberás Quem
Realmente És, e os outros também o saberão.
Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos
saibam como és especial!”
— Então posso deixar que os outros vejam
que sou especial? — perguntou a Pequena
Alma.
— Claro! — Deus riu-se. — Claro que
podes! Mas lembra-te de que “especial” não
quer dizer “melhor”! Todos são especiais, cada
qual à sua maneira! Só que muitos
esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver
que podem ser especiais quando tu vires que
podes ser especial!
— Uau — disse a Pequena Alma,
dançando e saltando e rindo e pulando. —
Posso ser tão especial quanto quiser!
— Sim, e podes começar agora mesmo —
disse Deus, também dançando e saltando e
rindo e pulando juntamente com a Pequena
Alma — Que parte de especial é que queres
ser?
— Que parte de especial? — repetiu a
Pequena Alma. — Não estou a perceber.
— Bem, — explicou Deus — ser a Luz é
ser especial, e ser especial tem muitas partes.
É especial ser bondoso. É especial ser
delicado. É especial ser criativo. É especial ser
paciente. Conheces alguma outra maneira de
ser especial?
A Pequena Alma ficou em silêncio por um
momento.
— Conheço imensas maneiras de ser
especial! — exclamou a Pequena Alma — É
especial ser prestável. É especial ser
generoso. É especial ser simpático. É especial
ser atencioso com os outros.
— Sim! — concordou Deus — E tu podes
ser todas essas coisas, ou qualquer parte de
especial que queiras ser, em qualquer
momento. É isso que significa ser a Luz.
— Eu sei o que quero ser, eu sei o que
quero ser! — proclamou a Pequena Alma com
grande entusiasmo. — Quero ser a parte de
especial chamada “perdão”. Não é ser especial
alguém que perdoa?
— Ah, sim, isso é muito especial,
assegurou Deus à Pequena Alma.
— Está bem. É isso que eu quero ser.
Quero ser alguém que perdoa. Quero
experimentar-me assim — disse a Pequena
Alma.
— Bom, mas há uma coisa que devias
saber — disse Deus.
A Pequena Alma já começava a ficar um
bocadinho impaciente. Parecia haver sempre
alguma complicação.
— O que é? — suspirou a Pequena Alma.
— Não há ninguém a quem perdoar.
— Ninguém? A Pequena Alma nem queria
acreditar no que tinha ouvido.
— Ninguém! — repetiu Deus. Tudo o que
Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em
toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha
à tua volta. Foi então que a Pequena Alma reparou na
multidão que se tinha aproximado. Outras
almas tinham vindo de todos os lados — de
todo o Reino — porque tinham ouvido dizer
que a Pequena Alma estava a ter uma
conversa extraordinária com Deus, e todas
queriam ouvir o que eles estavam a dizer.
Olhando para todas as outras almas ali
reunidas, a Pequena Alma teve de concordar.
Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou
menos perfeita do que ela. Eram de tal forma
maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto,
que a Pequena Alma mal podia olhar para
elas.
— Então, perdoar quem? — perguntou
Deus.
— Bem, isto não vai ter piada nenhuma!
— resmungou a Pequena Alma — Eu queria
experimentar-me como Aquela que Perdoa.
Queria saber como é ser essa parte de
especial.
E a Pequena Alma aprendeu o que é
sentir-se triste.
Mas, nesse instante, uma Alma Amiga
destacou-se da multidão e disse:
— Não te preocupes, Pequena Alma, eu
vou ajudar-te — disse a Alma Amiga.
— Vais? — a Pequena Alma animou-se. —
Mas o que é que tu podes fazer?
— Ora, posso dar-te alguém a quem
perdoares!
— Podes?
— Claro! — disse a Alma Amiga
alegremente. — Posso entrar na tua próxima
vida física e fazer qualquer coisa para tu
perdoares.
— Mas porquê? Porque é que farias isso?
— perguntou a Pequena Alma. — Tu, que és
um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que
vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de
criar uma Luz de tal forma brilhante que mal
posso olhar para ti! O que é que te levaria a
abrandar a tua vibração para uma velocidade
tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz
escura e baça? O que é que te levaria a ti, que
danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino
à velocidade do pensamento, a entrar na
minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto
de fazeres algo de mal?
— É simples — disse a Alma Amiga. —
Faço-o porque te amo.
A Pequena Alma pareceu surpreendida
com a resposta. — Não fiques tão espantada — disse a
Alma Amiga — tu fizeste o mesmo por mim.
Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas,
tu e eu, muitas vezes. Dançámos ao longo das
eternidades e através de todas as épocas.
Brincámos juntas através de todo o tempo e
em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já
fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo,
a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali,
o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o
Feminino, o Bom e o Mau — fomos ambas a
vítima e o vilão. Encontrámo-nos muitas
vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a
oportunidade exacta e perfeita para Expressar
e Experimentar Quem Realmente Somos.
— E assim, — a Alma Amiga explicou
mais um bocadinho — eu vou entrar na tua
próxima vida física e ser a “má” desta vez.
Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu
podes experimentar-te como Aquela Que
Perdoa.
— Mas o que é que vais fazer que seja
assim tão terrível? — perguntou a Pequena
Alma, um pouco nervosa.
— Oh, havemos de pensar nalguma coisa
— respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.
Então a Alma Amiga pareceu ficar séria,
disse numa voz mais calma:
— Mas tens razão acerca de uma coisa,
sabes?
— Sobre o quê? — perguntou a Pequena
Alma.
— Eu vou ter de abrandar a minha
vibração e tornar-me muito pesada para fazer
esta coisa não muito boa. Vou ter de fingir ser
uma coisa muito diferente de mim. E por isso,
só te peço um favor em troca.
— Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres!
— exclamou a Pequena Alma, e começou a
dançar e a cantar: — Eu vou poder perdoar,
eu vou poder perdoar!
Então a Pequena Alma viu que a Alma
Amiga estava muito quieta.
— O que é? — perguntou a Pequena Alma.
— O que é que eu posso fazer por ti? És um
anjo por estares disposta a fazer isto por mim!
— Claro que esta Alma Amiga é um anjo!
— interrompeu Deus, — são todas! Lembra-te
sempre: Não te enviei senão anjos.
E então a Pequena Alma quis mais do que
nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.
— O que é que posso fazer por ti? —
perguntou novamente a Pequena Alma. — No momento em que eu te atacar e
atingir, — respondeu a Alma Amiga — no
momento em que eu te fizer a pior coisa que
possas imaginar, nesse preciso momento...
— Sim? — interrompeu a Pequena Alma
— Sim?
A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.
— Lembra-te de Quem Realmente Sou.
— Oh, não me hei-de esquecer! — gritou a
Pequena Alma — Prometo! Lembrar-me-ei
sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.
— Que bom, — disse a Alma Amiga —
porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que
eu própria me vou esquecer. E se tu não te
lembrares de mim tal como eu sou realmente,
eu posso também não me lembrar durante
muito tempo. E se eu me esquecer de Quem
Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e
ficaremos as duas perdidas. Então, vamos
precisar que venha outra alma para nos
lembrar às duas Quem Somos.
— Não vamos, não! — prometeu outra vez
a Pequena Alma. — Eu vou lembrar-me de ti!
E vou agradecer-te por esta dádiva — a
oportunidade que me dás de me experimentar
como Quem Eu Sou. E assim o acordo foi feito. E a Pequena
Alma avançou para uma nova vida,
entusiasmada por ser a Luz, que era muito
especial, e entusiasmada por ser aquela parte
especial a que se chama Perdão.
E a Pequena Alma esperou ansiosamente
pela oportunidade de se experimentar como
Perdão, e por agradecer a qualquer outra
alma que o tornasse possível.
E, em todos os momentos dessa nova vida,
sempre que uma nova alma aparecia em cena,
quer essa nova alma trouxesse alegria ou
tristeza — principalmente se trouxesse tristeza
— a Pequena Alma pensava no que Deus lhe
tinha dito.
Lembra-te sempre,
— Deus aqui tinha sorrido —
não te enviei senão anjos...

